Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2007

Amor e Loucura

«Conta-se que uma vez, reuniram-se os sentimentos e qualidades dos homens num lugar da Terra. Quando o ABORRECIMENTO reclamou pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs-lhes:

- Vamos brincar às escondidas?

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE sem poder conter-se, perguntou:

- Às escondidas? Como é isso?

- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês escondem-se, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará o meu lugar para continuar o jogo.

O ENTUSIASMO dançou seguido pela EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou convencendo a DÚVIDA e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada.

Mas nem todos quiseram participar. A VERDADE preferiu não se esconder, para quê? Se no final todos a encontravam? A SOBERBA opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COVARDIA preferiu não arriscar.

- Um, dois, três, quatro... - começou a contar a LOUCURA.

A primeira a esconder-se foi a PRESSA, que como sempre caiu atrás da primeira pedra do caminho.

A FÉ subiu ao céu e a INVEJA escondeu-se atrás da sombra do TRIUNFO, que com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.

A GENEROSIDADE quase não consegue esconder-se, pois cada local que encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos - se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA; se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ; se era o voo de uma borboleta, o melhor para a VOLÚPIA; se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim, acabou escondendo-se num raio de sol.

O EGOÍSMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início. Ventilado, cómodo, mas apenas para ele.

A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris), e a PAIXÃO e o DESEJO, no centro dos vulcões.

O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante.

Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não tinha encontrado um local para se esconder, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores.

- Um milhão - contou a LOUCURA, e começou a busca.

A primeira a aparecer foi a PRESSA, apenas a três passos de uma pedra.

Depois, escutou-se a FÉ discutindo com Deus no céu sobre zoologia.

Sentiu-se vibrar a PAIXÃO e o DESEJO nos vulcões.

Num descuido encontrou a INVEJA, e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO.

O EGOÍSMO, nem teve que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas.

De tanto caminhar, a LOUCURA sentiu sede, e ao aproximar-se de um lago descobriu a BELEZA.

A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois encontrou-a sentada sobre uma cerca sem decidir de que lado esconder-se.

E assim foi encontrando todos.

O TALENTO entre a erva fresca; a ANGÚSTIA numa cova escura; a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano); e até o ESQUECIMENTO, que já tinha esquecido que estava a brincar às escondidas.

Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, debaixo de cada rocha do planeta, e em cima das montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Pegou numa forquilha e começou a mover os ramos, quando no mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham ferido o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para desculpar-se, chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.

Desde então, desde que pela primeira vez se brincou às escondidas na Terra: O AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha...»

Autor:desconhecido

 

Bela Fábula para começar o ano =)

Um  feliz da Diva

publicado por Diva às 21:10

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11 comentários:
De mulher rochedo a 5 de Janeiro de 2007 às 11:05
Tenha sempre um sonho, e tente esqueçer os dias nublados e sombrios, mais não se esqueça nunca das horas de sol, nem das tuas noites de estrelas.







Esqueça os momentos em que houve derrotas, mais nunca se esqueça das batalhas que já tenha ganho.







Esqueça os erros que não pode evitar, mas não se esqueça das lições que tenha aprendido com eles, e nem o que eles possam ter lhe ensinado...







Esqueça os dias em que a tristeza tenha batido em sua porta, mas nunca se esqueça dos sorrisos que tenha encontrado e nem daqueles que ainda encontrará...







Esqueça os planos que falharam, porém jamais deixe de sonhar!


Bela fabula.

bjos e bom dia
De Angel a 7 de Janeiro de 2007 às 01:08
Conhecia o texto com algumas pequenas diferenças, mas o essencial está lá, é que de facto o amor é mesmo cego e sempre acompanhado de uma boa dose de loucura. Se assim não fosse não era amor mesmo.
Gostei da escolha da fabula para começar o ano ;)
Beijoca e bom início de ano 2007
De mulher rochedo a 8 de Janeiro de 2007 às 11:22
Quando a solidão bater na sua porta, abra-a, e deixe entrar, porque ela vai entrar, quer você queira ou não.
A solidão pode ser uma amiga fiel, com quem conversar em todas as horas, boa ouvinte, boa companheira nas horas amargas. Ela nos faz pensar, pensar em tudo aquilo que fomos, e no que seremos.
Deixe-a entrar, e se sentar no sofá da sala, o lugar não fará muita diferença, pois a casa vai estar vazia, a sua vida vai estar vazia.
O sofá da sala será o lugar onde ela vai pegar na sua mão, pra lhe trazer à razão, ou talvez não, mas ali ela pegará na sua mão e vai acompanhá-lo onde quer que você vá, pra fazê-lo consciente de si mesmo, pra fazê-lo rir ou chorar.
A escolha é sua, mas a mão estendida é a dela. E por mais que alguém entre ou saia, ela vai continuar ali, a espera.
O tempo que ela vai ficar, só depende de você. Nem sempre abrir a porta e mandá-la embora é fácil.

Boa semana , bjos
De Secreta a 8 de Janeiro de 2007 às 14:36
Excelente escolha para começar o ano!
Beijito :)
Boa semana.
De Secreta a 11 de Janeiro de 2007 às 09:45
Olá.
Passo para deixar beijito de bom fim de semana.
De Ana S a 12 de Janeiro de 2007 às 12:21
Bonita fábula mesmo!
Amar é um acto de loucura mas... é bom ser louca lool
Beijos
De adryka a 12 de Janeiro de 2007 às 15:33
O amor é motivo para tanta inspiração :) tá belo. Beijinhos
De Kathya a 13 de Janeiro de 2007 às 23:47
Oies**...gostei muito do texto. Realmente o amor é cego e sem a sua dose de loucura nada seria...;)
Jufas**
C.M.
De Luis a 14 de Janeiro de 2007 às 15:14
Continuação de bom ano!
Um beijo
Luis
De Maria a 14 de Janeiro de 2007 às 19:03
Gostei muito do seu texto Diva! Beijinho.

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